quinta-feira, janeiro 29, 2009



PS: Já coloquei este vídeo uma vez, mas cada vez que o ouço choro, lembra-me a minha infância, as tardes de cinema com a minha mãe, e o lanche a seguir com o meu pai.

PSS: Mas é um choro bom...

quarta-feira, abril 16, 2008

quarta-feira, março 05, 2008


Chris Steele-Perkins
RWANDA. Children charged with Genocide. Church of Ntarama, about 60kms from Kingali. Approx 5000 Titsis were slaughtered in and arround here. 1997.

A Vida no intervalo da Morte

A Vida respira-se no intervalo da Morte
é a Morte que se não quer, nunca
é a Morte dos que amamos
é a nossa Morte com eles
é a nossa Vida

sexta-feira, fevereiro 01, 2008



Cape Verde, Mars
A promontory nicknamed Cape Verde can be seen jutting out from the walls of Victoria Crater in this false-color image taken by the panoramic camera on NASA's Mars Exploration Rover Opportunity. The rover took this picture on Martian day, or sol, 1329 (Oct. 20, 2007), more than a month after it began descending down the crater walls -- and just 9 sols shy of its second Martian birthday on sol 1338 (Oct. 29, 2007). Opportunity landed on the Red Planet on Jan. 25, 2004.
That's nearly four years ago on Earth, but only two on Mars because Mars takes longer to travel around the sun than Earth. One Martian year equals 687 Earth days.
Image Credit: NASA/JPL-Caltech/Cornell

quarta-feira, janeiro 16, 2008



"The life you're looking for you'll never find.
For when the gods made man,
Death is what they reserved for him, saving life for themselves."

"This is my house:
where food is not eaten,
where drink is not drunk,
where seats are not sat in,
where beds are not made,
where jars lie empty,
and cups are overturned,
where harps no longer vibrate
and tunes no longer sing.
This is my house:

without a husband,
without a child,
without even
me."

A Epopeia de Gilgamesh

NE: O mais antigo conto escrito pela humanidade...

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Quero dizer que te amo, que foste, és e continuarás a ser das pessoas mais importantes da minha vida, que tenho um orgulho enorme que tivesses sido o meu Pai.
Continuarei amar-te até morrer.

quarta-feira, dezembro 12, 2007


Giotto di Bondone
The mourning of Christ
Cappella dell'Arena, Padua
Tate Gallery, London

quinta-feira, novembro 15, 2007


Ophelia
Sir John Everett Millais, 1829-1896
Tate Gallery, London

Querido Pai

Não digo nada há tempos, mas sabes que penso em ti constantemente. Ainda não sinto que morreste, ainda ando alienado, ainda não sei a falta que me fazes, ainda não percebi a perda, ainda não tenho saudades (ainda estás comigo), ainda sinto o teu cheiro, ainda ouço a tua voz, ainda sinto o teu toque, ainda sinto a tua presença, ainda não chorei.
Sabes que te adoro.

Beijinhos

terça-feira, novembro 06, 2007


Ecce Uomo
Escola Portuguesa secúlo XV
Museu Nacional de Arte ANtiga

Querido Pai

O teu pai morreu quando tinhas quatro anos, das primeiras memórias que tens é a da sua morte, mas não foi isso que fez de ti menos pai, soubeste sê-lo.
Nunca soube de quem gostavas mais, se de mim, se da Bela, esse é talvez maior elogio que te posso dar como pai, o teu amor era dividido em partes grandiosas que para nós eram iguais, grandiosas mas iguais.
A palavra pai era das que mais gostava de dizer, chamava-te: “Pai!” e respondias sempre, nunca me mandaste esperar, nunca disseste que não tinhas tempo, nunca arranjaste desculpas para não ouvires, estiveste sempre presente, tinha tanta coisa para dizer, tinha tanta coisa para ouvir, tinha tanta coisa para aprender, e esta vida não chegou.
Já não consigo pronunciar a palavra pai da mesma forma, já não respondes, isso mudou para sempre.
Um dia queria que me recordassem pelo amor que dou aos outros, nada mais importa, foi talvez a lição mais importante que aprendi contigo.
Lembras-te de um “até já” que demos quando estavas no hospital? Nunca precisámos de palavras para dizer que nos amávamos.

Até já, pai.

sexta-feira, novembro 02, 2007




Nunca estamos preparados para a morte de quem amamos, o meu pai morreu, é incrédulo que escrevo tal barbaridade, o meu pai morreu, o meu pai morreu, o meu pai morreu.

sexta-feira, outubro 19, 2007


The Paralytic
Jean-Baptiste Greuze
Hermitage State Museum

DOENTE
Tu eras noutro tempo encantadora,
Quando tinhas saúde e alegria;
Teu olhar ao fitar-nos aspergia
A doce luz puríssima da aurora.

Como era lindo ver-te branca e loura
Percorrer o jardim num claro dia!
Todo o teu ser angélico sorria
Como uma flor que a luz afaga e doura...

Mas hoje, definhada, emagrecida,
Nem te ergues já do leito... Enquanto a vida
Agora, ao sol de Abril, canta e palpita

Na alegria do campo rescendente,
Tu vais emurchecendo lentamente,
Pobre flor, desditosa margarita!

Roberto de Mesquita
in O Açoriano, Horta, 26 de Abril de 1891

quinta-feira, outubro 18, 2007


A Baixa de Lisboa à noite
João Gomes Mota

"Embora a dor me fira, de tal modo
Que só as tuas mãos saibam curar-me,
Ou ninguém, se não tu, possa entender
O meu contentamento..."

Carlos Queiroz

terça-feira, outubro 16, 2007


FRIEDRICH, Caspar David
Mañana de Pascua, 1833
Museo Thyssen-Bornemisza, Madrid

NE: Esperança

segunda-feira, outubro 15, 2007


Frozen Tears
Jim Richey

Tenho as lágrimas sedadas.

quinta-feira, outubro 11, 2007


Albrecht Dürer
Study of Praying Hands
Graphische Sammlung Albertina, Vienna

terça-feira, outubro 09, 2007



NE: Adoro este "Canto a Galicia"
"Eu queroche tanto,
e ainda non o sabes...
Eu queroche tanto,
terra do meu pai.

Quero as tuas ribeiras
que me fan lembrare
os teus ollos tristes
que me fan chorare."

segunda-feira, outubro 08, 2007


Edward Burn Jones,
The Depths Of The Sea

"Agora, quando fecho os olhos, vejo coisas bonitas."

terça-feira, outubro 02, 2007


Francisco de Goya
Vuelo de Brujas 1797-98.
Museo del Prado, Madrid

NE: Pero que las hay, las hay...

Roman Charity
Rubens, Pieter Paul
State Hermitage Museum

NE: Quando o velho Cimon foi forçado a passar fome, antes de ser executado, Pero, a sua filha, visitava-o e, secretamente, alimentava-o do seu próprio peito.

segunda-feira, outubro 01, 2007



ANOTHER DAY
The kettle's on, The sun has gone, another day.
She offers me Tibetan tea on a flower tray.
She's at the door, she wants to score.
She really needs to say.
I loved you a long time ago, you know.
Where the wind's own forget-me-nots blow.
But I just couldn't let myself go.
Not knowing what on earth there was to know.
But I wish that I had 'cause I'm feeling so sad.
That I never had one of your children.
Across the room, inside a tomb, a chance has waxed and waned.
The night is young, why are we so hung up in each other's jeans?
I must take her.
I must make her while the dove domains.
And feel the juice run as she flies.
Run my wings under her sighs.
As the flames of eternity rise.
To lick us with the first born lash of dawn.
Oh really my dear I can't see what we fear.
Standing here with ourselves in between us.
And at the door, we can't say more, than just another day.
And without a sound, I turn around, and walk away.

(Roy Harper) WARNER BROS. MUSIC
Elizabeth Fraser (Cocteau Twins), vocals
Gini Ball, violin
Martin McCarrick, cello, string arrangement

Crocifisso di Cimabue (1268/71)
Firenze, Museo dell'Opera di S.Croce